Quarta-feira, Junho 29, 2011

24.

Outro dia desses completei 24 primaveras. Não sei vocês, mas acho meio tenso. Não pela famigerada piadinha infame, mas porque ainda me lembro como se fosse ontem do dia em que sonhava em fazer 21. Achava que quando eu fizesse 21 eu seria, oficialmente, uma mulher. É, MULHER. Daquelas que usam salto alto, maquiagem e sempre sabem o que querem. Sabem como é, né... quando a gente é criança, costuma super estimar a vida adulta.


O fato é que hoje, com 24, nada mudou. Claro que a vida já me deu na cara com as responsabilidades que a idade traz e que as preocupações agora giram em torno de emprego, dinheiro, estabilidade. Mas nada mudou em mim, na minha essência (a não ser minha coluna e minha disposição que sempre foram velhas, mas pioraram com o tempo). Ainda me sinto uma criança perdida no meio da multidão, ainda não gosto de usar salto alto, não uso maquiagem todos os dias e o pior: ainda não faço idéia do que quero para a vida. Minhas projeções infantis foram mais fajutas que as previsões do fim do mundo. Fico esperando o dia em que após mais uma primavera a transformação virá... um belo dia dormir indecisa e no dia seguinte... TCHARAM! Acordar mulher decidida e 100% independente.

Mas, quer saber? Prefiro o benefício da dúvida! Prefiro continuar questionando, mudando de opinião, sendo inconstante sempre que possível. Muito melhor que toda essa gente que faz pose de imutável, que é intolerante, que quer ser o dono da verdade, que só não dá o braço a torcer para não descer do salto. Ser constante demais além de chato é prejudicial a saúde. E digo mais: ando achando que essa coisa de gente 100% decidida é papo pra boi dormir.

Prefiro ser essa metamorfose ambulante. Uma eterna menina-mulher. Seja com 15, 21, 24 ou 47.

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