Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Se nada der certo, viro o copo.

Eu cansada, desiludida, desprovida de auto-estima e sem forças para fazer algo mais animador.. decidi sentar-me ao computador. Eis que em meio a um turbilhão de coisas, encontro a comunidade que me fez abrir os olhos para um novo mundo, suas letras brilharam a luz dos meus olhos e diziam: "Se nada der certo, viro o copo".
Nada de virar puta, DJ, hippie ou outras modinhas por aí. O sistema é bruto e não pede passagem, caros amigos. Virar o copo é efetivo e é garantia de sucesso.
Cansado de sofrer por amor? Vira o copo. Seu melhor amigo te sacaneou? Vira o copo. Seu chefe te demitiu? Vira o copo. Seu passarinho morreu? Copo nele. O seu vizinho gostoso traçou a danadinha do 8º andar que tava dando mole pra você? Já sabe, né?
É mais do que uma frase qualquer, é um estilo de vida.

É melhor que os produtos das Organizações Tabajara ou que sentar e chorar até não poder mais, todas as opções trazem a dor de cabeça, mas por motivos diferentes. E não é nada que um Engov não resolva. rs

"Quando a vida dói, drink cowboy."

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Unknown.



Me contento com a vontade.
Com apenas uma parcela de sorrisos, palavras e toques.

Me contento em não saber.

É do desconhecido que mais tenho medo e fascínio.

Me lanço então na escuridão da ignorância como quem não tem como optar,
mas secretamente excitada por estar sempre um pouco perdida.

Do amanhã ninguém sabe.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Sobre a fluidez das coisas.


Gostava de repartir tudo em dois, como se as coisas tivessem que ser sempre isso ou aquilo.
Na minha cabeça não havia muito espaço para meio termo ou divisões de qualquer natureza.
Ou era ou não era. Ou ia ou ficava. Ou sim ou não.

Eis que ultimamente tenho me confrontado com um novo olhar. Percebo que nem tudo é tão imutável e muito menos estável. As coisas não são somente um ou outro, podem ser um pouco de um com mais de outro e as vezes até com mais um tanto de um outro que nem na história estava ainda. Na verdade, é mais comum acharmos as coisas por aí em meios (ou nem tão meios) termos do que nos 100% da certeza do sim ou não.

Tudo é fluido. Um dia está assim outro pode não estar, ou quem sabe estará um pouco menos (ou mais) assim do que antes. Não podemos nos apegar a falsas certezas, achando que elas nos trarão as respostas ou quem sabe até a felicidade.

Nada é certo, ou pelo menos o que é certo hoje pode não ser tão certo assim amanhã.

Terça-feira, Março 31, 2009

Sétimo andar.

Estava na janela a observar a vida.
Via cores, pessoas, carros, encontros.
Não participava.

Talvez porque esperasse que alguma coisa a tirasse dali sem que ela mesma tivesse que se mover, talvez porque tivesse medo de sair dali e ser assistida por outra pessoa em outra janela.

Às vezes se perdia em algum diálogo de alguém... como se estivesse, de fato, participando dele. Mas não estava.

Estava em um mundo a parte, seu. Apenas refletindo e vendo a vida acontecer diante de seus olhos, daquela janela do sétimo andar.

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Sobre o Amor.

Amar é ter confiança, sentir-se presente, saber lidar, perdoar, construir. Amar é ter paciência, saber ouvir, poder contar. Amar é mais do que tudo, sentir.
Aqueles que amam não tem egoísmo, ciúme, cinismo. Não sabem sentir raiva ou dúvidas. Aqueles que amam pensam no outro em primeiro lugar, como parte de si.

Eu? Eu não sei amar. Não assim... não ainda.
Aproveito cada suspiro, cada momento, cada sorriso. Mas ainda tenho minhas limitações. Não aprendi a me entregar por inteiro... e sinto que, mesmo que quisesse, não deveria. Seria um erro fatal.

Quarta-feira, Junho 11, 2008

Don't u feel a little weak?


As coisas acontecem. É assim mesmo: pá, pum. E quando você nota, a vida já deu zilhões de reviravoltas e o termo "de cabeça para baixo" é pouco para aquilo que se tornou.
A gente sempre pensa que estamos livres das coisas ruins, que o que contam para a gente é mais uma historinha de terror para termos cuidado... mas que acontecer mesmo, nunca aconteceu com ninguém conhecido meu. E vamos levando a vida nesta vida de faz-de-conta.
Até que o mundo resolve dar uma lição de moral em você. Logo você, que nunca fez nada de ruim pra ninguém... nunca matou uma mosquinha sequer. E não adianta perguntar para Deus porque você ou o que você fez para merecer isto... ele te ouve, mas não pode responder. O jeito é aceitar... aceitar e lutar. Mas... lutar como? Contra quem? Você está tão desnorteada que não sabe para que direção olhar. Mas é como diz o ditado, né? Quando não sabemos que direção tomar, qualquer uma é uma opção. E vamos seguindo adiante.
É algo que nunca aconteceu com um amigo seu... mas pode acontecer. E pode ser com você. A vida vai te testar... e é bom estar pronto para lutar ou sucumbir.

Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Não há tempo?

Não há tempo pra desilusão
Nem descupas nem perdão
Não há tempo pra viver em vão
Seca o verde, morrem os grãos

Não há tempo, já não há tempo...
Terei tempo a perder?
A sonhar com flores brancas
ou quem sabe não sofrer?

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Outonos e Primaveras.


Foi-se o tempo e os sonhos primaveris. Folhas secas tomam conta do que, outrora, eram lindas e coloridas flores em vastos campos de serenidade.
Estes sonhos primaveris caíram de folha em folha, até tocarem o chão... acabaram por morrer. Embora ainda estejam vivos como uma cicatriz em meu coração. Quando olho para dentro posso ver ainda as pétalas se abrindo em saudação a cada novo dia que se levantou. Mas são só lembranças... agora tudo é cinza, tudo seca, tudo morre.

Mas o que seriam das primaveras se não houvessem os outonos?

Essa primaveira de outrora se foi. Mas outras virão... e será mágico poder ver cores e flores por todos os lados novamente.

...and i'm still waiting for signals shooting stars.

Quinta-feira, Junho 21, 2007

Teoria do copo.


Minha vida sempre foi um verdadeiro vício de ciclos e fases.. assim como a lua. Acho que bem por isso tenho tanto fascínio por aquele astro que teima em brilhar e se destacar entre tantas estrelas em meio a tanta escuridão como a da noite. Mas de fato, desde que me lembro por gente sou assim, sem tirar nem por.. aliás.. algumas mudanças radicais no interior e no exterior que me fizeram crescer como pessoa.. mas fora isso sou a mesma Alessandra desde 1987. Mas, na verdade, não é isso que vem ao caso nesse momento.. o que eu queria mesmo relatar é que certa vez estava eu a pensar sobre minha vida.. e notei algo particularmente interessante ou no mínimo intrigante.. quando eu era pititinha do tamanho de um botão, na época que eu assistia Ursinhos Carinhosos e Cavaleiros do Zodíaco, eu era considerada uma pessoa normal.. brincava com meus coleguinhas.. era uma criança estudiosa que na medida do possível, não dava o mínimo trabalho aos pais.. sorria para as visitas chatas de domingo.. e aceitava sem reclamações os maus tratos por parte dos primos mais velhos sempre a procura de um priminho mais novo para bater até o pobrezinho chorar. Pois é.. assim eu era. E pra mim... era tudo tão..... normal! Assim.. normal.. nem bom.. nem ruim... nem alto e nem baixo.. era normal no real sentido da palavra. Mas aí eu cresci um pouquinho.. fui descobrindo que os garotos não serviam só pra encher o saco e jogar futebol.. dei meu primeiro beijo... não brincava mais de Barbie porque já me considerava uma verdadeira mocinha... mas junto com essa minha fase de descobrimento... descobri também um sentimento de vazio. Justamente nessa fase pra mim o vazio se tornou algo tão mórbido que chamava a minha atenção de forma completamente inexplicável.. sabe quando mandam pra você aqueles questionários cheios de perguntas nonsense e entre elas está aquela: "Copo meio cheio ou meio vazio?" Na lata eu respondia meio vazio.. sem ao menos titubear! É mais ou menos por aí que está a linha de raciocínio que me leva a escrever este texto.. pelo "bendito" copo metade vazio/cheio. Tudo pra mim era ruim, não prestava. Uma imensa rebeldia sem causa tomou conta de mim.. eu era aquela típica adolescente rebelde. Até na minha maneira de me vestir e me alimentar essa época vazia influenciou, literalmente. Posso dizer que eu era uma pessimista de prato cheio... ou melhor... vazio. Mas aí o tempo passou mais um pouco (porque ele sempre passa... as vezes mais lentamente... as vezes mais rapidamente... mas ele passa.) e eu fui crescendo mentalmente.. e, de repente, dei por mim que comecei a enxergar o meu copo metade cheio! E foi aí que tudo pra mim se tornou mais completo. Eu passei a não procurar o fio solto no paletó.. passei a ter uma visão otimista sobre os fatos e as hipóteses.. e daí tudo passou a ser mais lindo na minha vida. Então eu penso: está certo que não podemos mudar o destino... mas sempre podemos mudar nossa forma de enxergar as coisas que acontecem e assim tirar proveito de cada situação.. mesmo ela sendo a mais desastrosa! Temos sempre que procurar preferir o lado cheio da vida.. porque se ficarmos estagnados ao vazio.. a vida vai passar.. e só vai nos restar lamento por não termos aproveitado tudo literalmente até a última ponta. É tudo uma questão de otimismo ou pessimismo e da forma de como você enfrenta os obstáculos da vida... se você se entrega a eles ou se você luta pelo que você quer com unhas e dentes.

E é aí que surge novamente a pergunta: Copo meio cheio ou meio vazio?


*Ps: Texto escrito 26/12/2004. Relembrar é viver.

Domingo, Junho 10, 2007

A Muralha.


Ela não era como as outras pessoas que se via por aí... de longe ela poderia até parecer uma pessoa qualquer... mas não o era em seu interior (poderia até o ser... mas ao menos não era como se sentia...). Mas não era um sentimento de unicidade que soava como algo bom, pra ela soava mais como um fardo.
Ah, como ela trocaria tudo o que tinha pra ser como os outros, aqueles que não choram e não se angustiam, aqueles que não sofrem ou se descabelam. Ah, como ela daria tudo... Ela criou para si uma verdadeira muralha onde se mantinha intocável. Era o seu refúgio... era aquilo que a protegia e ao mesmo tempo acentuava a sua dor. Por fora parecia implacável, com seu olhar severo e seu sorriso no canto da boca... mas por dentro era toda dúvida, calor e (des)ilusão.
Como todos os outros por aí, ela almejava um dia casar-se (e porque não?) com um príncipe encantado que a buscaria com seu alazão... mas, na vida real, rejeitava a tudo que se aproximava do seu coração, por medo de sofrer. Antes mesmo de experimentar sentir... rotulava todos que se aproximavam de desmerecedores e partia em fuga descontrolada rumo a sua solidão rotineira, aquela que a amparava e lhe corroía.

Apesar de tudo, seu coração não era de pedra... mas a sua muralha sim. E esta não permitia em hipótese alguma que aquele chegasse um dia a prevalecer...